Fireflies

Nesta altura do ano de há uns anos a esta parte, como se de uma obrigação se se tratar, acabo inevitavelmente por rumar a locais que vou registado ao longo do tempo como tendo potencial para pirilampos. Não digo que apenas vou a locais novos, não, muito pelo contrário, revisto outros que conheço bem, sempre na esperança de encontrar algo de novo, mas também do conforto de quem se sente numa zona familiar.

Esta primavera está estranha, fria, a chuva ainda é como o outro, não afeta os pirilampos, pelo menos pelo que vou observando. Lembro-me bem do ano passo, por esta altura já os tinha fotografado com noites quentes, típicas de um verão precoce.

Ao longo do tempo, com erro a traz de erro, lá vou-me esforçando para aprimorar a técnica, não só no campo, mas também em pós-produção. Leio o mais possível, mas pouco ou nada encontro sobre o assunto. Não deixa de ser curioso, que os poucos que partilham informação, utilizem abordagens tão distintas para atingirem o que pretendem.

Desde que comecei a fotografar pirilampos, a totalidade das populações de grandes dimensões que ia encontrando eram apenas compostas por luciola lusitanica (pirilampo-lusitânico), finalmente e após algum tempo desconfiado, com uma área em concreto, lá consegui encontrar o Lampyris iberica (pirilampo-ibérico) em abundância.

Nuno CabritaComment