Shapes

 

Fui a Rio Tinto e voltei com a sensação que nada fiz. Gostei, melhor, adorei lá ter estado, tanto que tenho que lá voltar, seja munido de uma mão cheia de amigos, ou até mesmo sozinho.

Tradicionalmente quando se vai a Rio Tinto, vai-se em busca das águas vermelhas, longas exposições e por ai, em contraponto ia já com uma ideia predefinida, ou seja, olhar para o chão e deixar de lado as grandes angulares.

Não tive, ou melhor tivemos lá muita sorte com o tempo, sol forte a maior parte do tempo, aliado ao desconhecimento de quem vai pela primeira vez a uma determinada zona. Neste momento tudo parece bem mais vasto do que na realidade é, mas também um pouco mais caótico. O inicio para mim foi completamente desastroso (cheguei a casa e das imagens da manhã, apaguei todas), tal não era a quantidade de informação visual disponível, queria ir a cada recanto e pormenor que acabei por nada fazer.  O primeiro local onde paramos prometia e muito, alias lá tudo promete, água vermelha com espuma branca, argilas amarelas verdes, azuis e violetas, mas chão gretado como eu queria é que não.

 
 

De tarde as coisas mudaram de figura, do ponto original para a parte ainda foram uns 18km, numa estrada chata, cheia de curvas e sei lá mais o quê, no entanto compensou. Bem sei que o que pretendia é bem mais fácil de encontrar no meses de verão, no entanto fiquei satisfeito com o que vim, tanto que quero lá voltar.

 
Nuno CabritaComment