Estritamente em Português

Não tenho fotografias excecionais, nem mesmo passo a vida preocupado com tal, contudo não quer dizer que diariamente não faça um esforço, sem esforço diga-se, para ir evoluindo e melhorando a maneira como construo uma imagem. Alias aqueles que pessoalmente me conhecem certamente que já e pelo menos por uma ocasião me ouviram dizer que, não sou fotografo. Não o digo com o objetivo de ao longo do tempo ir criando uma marca que me distinga, digo sim por convicção.

Ainda à poucos dias lia um artigo de um amigo, Luís Afonso de seu nome. Tal e em traços largos abordava a repetição de uma ocasião, de uma ideia, de uma imagem, resumindo, da preguiça mental que tantos têm ao fotografar sempre a mesma coisa, esta ultima parte é uma leitura muito pessoal. Infelizmente acho que este gosto geral se está a tornar descuidado e banal. Mandando um número para o ar, para mim 80% de quem fotografa e julgo estar a ser optimista, não se preocupa minimamente com o que faz, com a forma como aprende ou mesmo com o que partilha. Vive-se sim numa ânsia de se partilhar qualquer coisa, de preferencia em grande quantidade. 

Voltando a trás, ainda à pouco escrevia sobre o esforço de melhoria quando saio para fotografar e quero fazer um reparo, não tento melhorar quando fotografo, mas sim quando leio sobre autores e vejo as suas imagens, mesmo que estas não se enquadrem com as minhas preferencias, contudo e mesmo não me identificando acho que alguma coisa fica para aqui agarrada. 

Uma grande parte da minha fotografia é pensada, estudada e planeada, tal não quer dizer que e no momento não seja fruto do acaso, contudo não fico preso a uma imagem, nem mesmo tenho com proposito a construção de um exercício de tortura fotográfica que pretende registar por 1001 maneiras o mesmo local. Vão ler o tal artigo.

Nuno CabritaComment